Terça-feira, Junho 23, 2009

Casamento

Recebi este texto pela internet e achei maravilhoso.

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O sermão do padre durante o Casamento
[Mário Quintana]

Em Maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe, até que a morte os separe?"

Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

"Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

Promete se deixar conhecer?

Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risada dos outros?

Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher. Declaro-os maduros!"

Segunda-feira, Abril 06, 2009

devaneios

eu sinto tudo
e sinto nada
sinto o vento que sopra distante
brincar com meus cabelos
sinto a força dos braços
que há muito não me abraçam
sinto o ar que me falta
eu sinto a falta
eu já não sinto

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Vindas bem vindas


Nem parece que faz tanto tempo assim, mas não vou para casa desde setembro de 2008... Com o mestrado no fim, fica bem difícil mesmo sair e correr o risco de perder o foco. É claro que a saudade vai ficando cada vez mais apertadinha, mas sei que em breve poderei rever todos aqueles que me faltam. Mas é nessas horas que eu agradeço muito pelos amigos que tenho. Esse fim-de-semana recebi a visita de Aline e seu respectivo, o Daniel (na foto ao lado). E como foi bom poder ter a presença deles aqui, poder conversar, rir, saber das novidades. Poder perceber que é vida que segue, e que os caminhos, apesar de tortuosos, estão repletos de carinho, respeito e muito amor. Saber que o tempo pode passar na velocidade que quiser, que não há mais o que nos faça esquecer e que estaremos sempre assim, prontas pro que for preciso... Sempre ao som do tim-tim a brindar a vida!

Linda, obrigada por ter vindo, e desculpa se estava longe ou cansadinha ou qualquer coisa do tipo, mas breve breve isso passará! E teremos muito, como sempre, a bebemorar!!!

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Feliz 2009!

Nossa, mas que demora para voltar a postar... Me perdoem, mas a vida tem seguido freneticamente. 2009 já começou e nem fechei as histórias do ano que passou... Mas, de maneira resumida, 2008 fechou com chave de ouro. Além de ter viajado de avião pela primeira vez, conheci Campo Grande - MS e Belo Horizonte - MG, ambos viagens para apresentação de trabalhos. Sem contar que fui pela primeira vez ao Sibgrapi! Sim, 2008 foi fantástico!!! Para não dizer que é só, em BH, onde apresentei um trabalho no SBGames, tive a honra de ter o artigo selecionado entre os 10 melhores de computação!!! O prêmio foi uma publicação no Journal Computer In Entertainment (CIE) da ACM.

Além da vida profissional, a pessoal vai bem, obrigada! Passei o Natal em Niterói com a família do Neto. E o Ano Novo passamos aqui em Petrópolis! Mãe e irmãos do Neto vieram passar conosco! Correu tudo bem tranquilo! Eu bem queria ter ido a Campos rever minha família, mas não deu! Estou em fase de escita de tese e não posso perder tempo.

E o ano de 2009 já começou trazendo novidades! É bem provável que o Neto siga suas pesquisas na PUC, onde pretende fazer o doutorado! Eu desisti de seguir no doutorado esse ano, preferindo tentar uma bolsa PCI aqui mesmo no LNCC para fechar as pesquisas da tese e arejar um pouco a cabeça! Afinal, é muita coisa ao mesmo tempo! Não vou a Campos desde Setembro de 2008 a previsão de ir é para Março! Sabe por que??? Casamento!!! Mais uma vez serei madrinha! Enfim, Ana Paula e Alan irão se casar!!!

Acho que é isso... Quanto ao blog, perdoem, mas não terei tempo para escrever muito... Aos poucos vou atualizando... Na verdade estou mantendo um outro blog, voltado para minhas pesquisas.

Até breve!

Terça-feira, Outubro 21, 2008

just coming

Hoje foi assim, espontâneo... simplesmente veio, palavra por palavra, sentimento por sentimento... uma espécie de confusão organizada, felicidade disfarçada. Não sei... Não sei do que falo, nem mesmo sei se escrevo [ou é mais uma de minhas alucinações].

Eu estou exatamente no meio, naquele breve momento que antecede o novo, o que está por vir. Que antecede a nova rotina... É engraçado, isso acontece tanto em nossas vidas, tantos são esses momentos mas não nos damos conta. A rotina nos engole, nos sufoca, dá aquela agonia, aquela vontade de buscar o diferente, buscar sentimentos, olhares, coisas novas... E de repente lá vem o tal momento, o link, a conexão do que foi com o que vai ser. E é tão rápido. Nós mesmos o tornamos rapido... Nós e essa ansiedade alucinada que acelera o tempo sem pedir licença. Mas eu estou no meio. Ha! E parece que apertei o pause...

Sabe quando o coração meio que pára de bater
a respiração some
os olhos se abrem l-e-n-t-a-m-e-n-t-e
e tudo o que você consegue ver é o nada?

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

as amizades

Participar de eventos é sempre muito bom. Publicar e apresentar o seu trabalho é tão bom quanto. Agora, não há nada melhor do que fazer novas amizades. E para isso é preciso ter carisma, cara-de-pau e um belo de um RH!!! E como nada disso me falta, eis que o Sib 2008 me rendeu 5 belas amizades!!! E aí vem elas!!!


Esse é o Gustavo Pierre, nascido em Natal, mas que está no Rio atualmente. Ele é da Marinha! Uma simpatia de pessoa, super prestativo. Nós dois ficamos nos melhores quartos do hotel: os EXPRESSOS. Mas somente eu fui "referenciada" por ter ficado lá... Enfim!


Esses dois são o Adiel Mittmann e o Tiago Nóbrega. Os dois vieram de Florianópolis, apesar do Tiago ser petropolitano. Duas figurinhas carimbadas! O Tiago é super engraçado apesar de se manter mais reservado. Já o Adiel é o cara mais fofo que eu já conheci. Muito sensível e carinhoso! Os dois são talentosíssimos e apresentaram não menos do que 3 POSTERs no Sib. Isso que é poder!


Esse maluco ae é o Ricardo Ferrari, um seríssimo pesquisador. Brasileiro, o Ricardo mora no Canadá, onde faz suas pesquisas. O cara tem nada menos do que 2 POSDOCs. Só dá gente metida nesse Sib, hein... Vou te dizer... Ele só tem um probleminha, sabe, mente muito... hahahaha O cara adora beber, mas sempre botava a culpa em mim. Eu nem bebo! Pode? hahahahah


E por fim, talvez a mais bela de todas as amizades, essa é a Pauline Jepp, uma escocesa que mora em Lisboa, onde está terminando seu pós-doutorado com um orientador brasileiro. Esse mundo é minúsculo! Uma graça de pessoa, apesar de ter vindo com o respectivo, estava sozinha no evento. Passamos a maior parte do tempo conversando e eu tentando fazer com que ela falasse em português... Foi hilário!!! Primeira vez no Brasil, a Pauline ficará por mais tempo, onde vai conhecer o Pantanal, São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro.

O Sib foi maravilhoso e me rendeu ótimas e, espero, duradouras amizades. Já sinto falta de vocês, ursadas!

a apresentação

13 de Outubro de 2008

Após escrever o post anterior, fui até a sala Tuiuiu, onde estava programada para ser minha apresentação. Lá encontrei os demais apresentadores, todos tão nervosos quanto eu. Como não tinha laptop, usei o de um dos apresentadores emprestado. Valeu ae! Assim, enquanto íamos preparando os arquivos e verificando se estava tudo funcionando direitinho, eis que chega o chair da sessão, professor Cláudio Esperança, e nos avisa que, como os alunos de mestrado estavam em menor número, as apresentações seriam todas em inglês.

Abre parênteses: apesar de ser nacional, o evento recebe muitos trabalhos internacionais e portanto as apresentações e os próprios trabalhos escritos se dão preferencialmente em inglês. No caso de meu trabalho, que foi para a sessão WTD - Workshop de Teses, a regulamentação dizia que para os alunos de mestrado, haveria a opção de escolha para falar em inglês ou português. A duração da apresentação foi de 10 minutos. Como achei um tempo relativamente pequeno, preparei todo o texto de minha apresentação em inglês mas fui preparada para falar em português... Sei lá né, 10 minutos... Achei que em português explicaria bem melhor... Enfim... Fecha parênteses.

E lá estava eu, nervosa pra caramba e tendo que me preparar, porque em pouquíssimo tempo estaria falando em inglês. O bom é que como fui a quinta a apresentar, tive tempo de ir prestando atenção e ir tomando cuidado com certas coisas: ser objetiva, não falar muito rápido, falar devagar para que entendam [e para que eu tenha tempo de pensar na próxima coisa a se falar...].

A apresentação correu tudo bem. Consegui ser bem objetiva e apresentar o essencial. O pessoal comentou que o inglês estava muito bom e deu pra entender. Ufa! Melhor que apresentar foi receber os elogios de alguns poucos que me procuraram após a apresentação. É tão bom, sei lá, a gente se sente especial por um momento...

Quero mais!

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

e foi dada a largada

Enfim começou o Sibgrapi 2008. Ontem, domingo, em pleno dia das crianças, se deu início ao evento, com os mini-cursos. Para primeiro dia [e primeia vez no sib] achei fraco. Poucas pessoas, coffee-break razoável e organização do transporte a desejar. Mas hoje, ao tomar café-da-manhã no hotel [no fuso horário local], percebi que o dia prometia: muuuuuitas pessoas!!! Agora sim posso dizer que o evento começou, com todos os brasileiros e estrangeiros e palestras em inglês, rostos desconhecidos, um ou outro conhecido... Essas coisas.

Portanto vou tratar de aproveitar ao máximo essa oportunidade, fazer meus contatos, troar idéias e me preparar, pois às 15:15 de hoje quem apresenta trabalho aqui sou eu! Apesar do nervosismo habitual, estou confiante de que será uma boa e rápida apresentação!!!

Domingo, Outubro 12, 2008

novos ares [literalmente]

Enfim, viva!

O post anterior é fruto de uma experiência fantástica: meu primeiro vôo de avião. E pensar que ontem estava 1 hora à frente na história...

Hoje é minha primeira manhã em terras mato-grossenses. Estou em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para participar do Sibgrapi 2008, evento brasileiro de computação gráfica. Dois sonhos se realizando: voar e participar do Sib. Quanto ao evento em si, ainda não tenho muito [ou nada] o que dizer. Mas quanto a voar, isso sim, daria livros emocionados... Mas ater-me-ei a posts breves e [se possível] humorados.

Voar é realmente uma experiência única. Lembro que um dos meus confortáveis pensamentos foi mas o que é que estou fazendo aqui?, seguido de será que rola de pedir pra descer?. É um misto de emoções, medos, angústias. Gostoso. Você se sente, no mínimo, viva [e, porque não, quase morta]. Felicidade ou não, meu primeiro vôo foi dose dupla: rio de janeiro - campo grande com escala em são paulo.

O primeiro ato, apesar de ter sido a novidade em si, foi tranquilo. Uma viagem de 45 minutos de duração, algumas chacoalhadas e a emoção de ver nuvens [mesmo estando à noite]. Se bem que, quando chegamos em sampa, ainda me pergunto se aquilo eram mesmo nuvens ou o ar denso e poluído daquela cidade... Enfim, como dizem, a decolagem é realmente tensa. Você sente o avião acelerar, a turbina a gritar e tudo o que eu conseguia imaginar era o piloto com cara de maluco ouvindo Born to be wild, pisando fundo. Mas depois que passa esses primeiros segundos da decolagem, tudo fica mais tranquilo. Ainda não sei dizer se a decolagem é pior do que a aterrisagem, onde você sente o maluco do piloto acelerar PARA BAIXO! Tenso.

O segundo ato me agraciou com uma bela vista. Mas como tudo que é bom tem seu preço... A viagem de sampa para campo grande é mais extensa, tendo 1h e 30min de duração. O avião precisa subir bastante para passar das nuvens e das resistências... Essa subida que quase me matou. Porque, pra fugir da resistência, ele precisa PASSAR POR ELA. Nossa, como chacoalhou o avião. Ali eu pensei que ele não ia aguentar, que a fusilagem ia se abrir como lata de sardinha e que meu fim, enfim, estava próximo. Ê drama... Mas assim que passamos por toda essa aventura, lá estava a vista mais linda que eu já vi. Um verdadeiro mar de nuvens espessas dando a impressão de um imenso e fofo colchão branco azulado. Lindo demais! E acima de nós, as estrelas a enfeitar o céu. Ali ficamos a maior parte do tempo e ali fiquei a babar pela vista!

Cheguei no aeroporto de campo grande um bagaço. Foi o tempo de ir pro hotel, fazer o check-in e cama [eu tomei banho sim, mas é que o texto fica mais bunitinho dessa forma]. Sem esquecer de colocar o ceulular para me acordar às 6:30, pois o dia começa cedo no congresso. E não é que ele me acordou? E não é que eu tomei café da manhã cedo. Tão cedo que tinha ninguém a não ser eu tomando café... E ali, meio que sonolenta, meio que acordando, vejo se aproximar a garçonete que, em risadinhas contidas, comenta meio que sem motivos, que eu devo ter me esquecido que o fuso horário em MS é 1 hora a menos em relação ao RJ. É? Nossa, mas esse país é grande demais mesmo... E eu que podia ter tido 1 hora a mais de sono tudo o que conseguia pensar era que havia passado por mais uma nova experiência: a de voltar no tempo!

Quando o assunto é a primeira vez

11 de Outubro de 2008
20:59


Já se passou mais de uma hora, cá estou eu sentada em frente ao Portão 17 de Embarque no Aeroporto de São Paulo, mas aquele segundo não me sai da cabeça. A sabedoria popular nos diz que sempre há uma primeira vez para tudo. E eu acrescento, cada qual com sua dose de sensações novas.

Minha primeira reação? Unir as mãos, separá-las deixando que cada uma buscasse um apoio no frágil braço da cadeira, uní-las novamente. Eu realmente não sabia o que fazer com minhas próprias mãos e, naquela altura [mal sabia eu que em pouco tempo estaria em alturas inimagináveis], não só o braço da cadeira me parecia frágil, mas todo o avião. Meu primeiro pensamento? Um mental e pausado P-U-T-A-Q-U-E-P-A-R-I-U seguido de inúmeros ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus... Minha primeira atitude? Lá estava ela. Eu sei, prometi a mim mesma que não deixaria isso acontecer, mas lá estava ela, lambendo minha face e deixando à mostra para quem quisesse ver que eu estava chorando. Mas, para mérito próprio, foi um choro rápido e contido, resumido em uma única e dramática lágrima.


Entre inúmeras novas sensações, o que importa é que minha primeira viagem de avião foi tranquila, dentro do possível.


Agora preciso ir, nos vemos no próximo embarque.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

falta pouco


Estou a contar os dias para a minha primeira aventura no ar. No próximo sábado, dia 11, estarei voando pela primeira vez! Vou a um congresso em Campo Grande, MS, apresentar um trabalho. Tenho que admitir que estou muuuuito ansiosa, muuuuito nervosa, e imensamente feliz. Nossa, eu adoro viajar, conhecer os lugares, as pessoas, os costumes. Não vejo a hora de dar o primeiro passo para uma futura rotina de viagens e apresentações! E pode deixar, farei um diário sobre a viagem, repleto de fotos e histórias, e publicarei tudo aqui no blog!

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

passos

O mundo lá fora o desafiava a grandes obstáculos, enormes decepções, deliciosas conquistas, mas ele continuava ali, em seu quarto, sentado a ouvir músicas melancólicas. Mas ele não estava triste, não. Ele estava degustando cada palavra, cada nota, cada som. Tudo em sua vida sempre foi assim, va-ga-ro-sa-men-te degustado, digerido, experimentado. Mesmo as amizades passavam por esse processo de aprendizado. Alguns diziam ser ele uma pessoa estranha, que só queria chamar a atenção. Outros clamariam aos quatro cantos do mundo o quão carente ele era. E alguns poucos desatariam seus próprios nós, abreriam seus braços e vivenciariam toda essa gostosa loucura que era estar ao lado dele.

Não sei ao certo quando meus olhos encontraram os dele, nem me lembro quais foram nossas primeiras palavras trocadas [certamente algo fora do padrão]. Entretanto, me lembro das extensas horas de conversas que aconteciam não importa onde, desde que estivéssemos ali, juntos. Me lembro de ter amanhecido o dia ao telefone com ele, só conversando, sobre tudo e nada [e me lembro de como a minha orelha doía no outro dia]. Com ele aprendi não só a desatar meus nós, como também a desafiar os outros a desatarem os seus. Ele me deu a liberdade, me ensinou a amar sem esperar nada em troca, me mostrou que viver em desapego é mais gostoso e que a saudade precede uma ligação, não importa a distância [nem o custo].

Ontem meu telefone tocou como sempre toca quando alguém me liga. Mas meu coração bateu de forma diferente...

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Resident Evil: Degeneration


I knew it from the moment I arrived:
there is no reason here.
No humanity!
Everywhere I look I find vacant stares.
All I see... is death!

...

Incrível como a ficção nunca esteve tão longe assim da realidade...

Sexta-feira, Julho 25, 2008

sonhos

eu gosto de sonhos... mas o último que tive foi, no mínimo, interessante. você acredita nessas coisas de mensagens vindas em sonho? pois bem, ontem uma tia foi operada. nada muito grave, ela precisava tirar os ovários e aproveitou para fazer uma plástica também. eu estava sabendo da operação desde o início da semana, e fiz pensamentos positivos! ontem eu sonhei com ela. sonhei com ela na casa da minha avó, e ela estava radiante, muito feliz e ótima! foi um sonho leve e bonito! acordei bem e pensando nela. resolvi ligar para minha mãe para ter notícias, e eis que minha mãe estava bem ao lado da minha tia, no hospital. mamãe me disse que tudo correra bem, mas que ela estava se recuperando da cirurgia, com alguns efeitos colaterais ruins, dores e ânsias. disse que ela estava triste. foi ae que eu contei do sonho para elas, de como ela estava bem e feliz, de como tudo vai melhorar!!!

o mais interessante foi perceber o efeito que o sonho teve sobre ela. ela reagiu muito bem com a notícia e ficou mais esperançosa. mamãe agradeceu muito por eu ter ligado! falar coisas boas às vezes surte efeito, mas se você sonha com coisas boas, não sei, mas existe uma magia escondida que nos faz realmente acreditar que tudo vai correr bem. afinal, foi dito num sonho!

Quinta-feira, Julho 24, 2008

certo versus errado

Lá estava eu com uma boa xícara de café na mão e gestos vagos na outra, quando me bateu a vontade de escrever, a vontade de expor para ninguém questionamentos milenares. O ser humano é realmente fantástico, passa século, entra século, e continuamos exatamente os mesmos! Salvo alguns ajustes técnicos.

Sem mais delongas, o assunto que tem me tirado o sono [talvez pela quantidade de café que tenho tomado] é sobre julgamentos binários: o que é certo e o que é errado? Tirando o senso comum, que facilita a vida indicando o certo e o errado num convívio, como podemos julgar outras coisas, como a atitude das pessoas, como certa ou errada? Podemos? E até que ponto seria um julgamento neutro, livre de influências?

A meu ver, nossos julgamentos refletem nosso próprio jeito de agir. Se não concordo com certas atitudes, julgarei quem a fizer por errado. Mas, se pensarmos bem, não é que a pessoa esteja errada, ela simplesmente não agiu do jeitinho que eu teria reagido numa dada mesma situação. Nesse caso eu preciso ter compreensão para distinguir entre minhas atitudes e atitudes das demais pessoas, e entender que somos todos assim, diferentes, com atitudes e pensamentos próprios.

Acho que o segredo não está em julgar o certo e o errado, mas sim em saber lidar com as diferenças!

Segunda-feira, Julho 14, 2008

vazios


Mais de um ano já se passou e morar longe de casa ainda tem seus desafios. Eu poderia ressaltar a dureza de ter que cuidar de todos os assuntos domésticos [todos mesmo], do fato de ter que tomar conta das finanças e não gastar tanto, pois agora o dinheiro tem lugar certo a ser investido, e não é comprando besteiras! Mas isso não é das coisas mais difíceis de se fazer. É chato, admito, sem contar que ver o dinheirinho indo embora todo mês dá aquela trsiteeeeeza... Mas até que é legal fazer as coisas darem certo. Dá aquela sensação de capacidade, responsabilidade.

Ah, eu poderia então falar da dificuldade que é de se acostumar com um clima tão instável. Sim, porque essa cidade sabe surpreender a gente! Tem dias em que as manhãs são tão lindas, tão ensolaradas, que você pensa: besteira, levar guarda-chuva pra que? E, de repente, não me pergunte, mas eis que surge aquela nuvem densa, pesada, trazendo uma chuva e um frio de rachar... E quando chegamos dentro de casa, para descansar, e tudo está frio, a cadeira está fria, a cama está fria, até a toalha de banho... Não, eu tenho que admitir que até gosto desse tempo. Estamos sempre bem vestidos, nada de suor. Sem contar que trabalho bem melhor no frio. Não, não é o tempo que dificulta as coisas...

O que realmente torna a distância tão sentida é esse vazio que fica. Essa sensação de estar longe. A saudade vai se fazendo presente a cada dia, apertando aos poucos o coração, e nem mesmo me dou ao luxo de telefonar, porque você sabe, telefonar tem seu custo! Sem contar com aquela sensação de impotência pós-telefonema... Ah, tenho que admitir, sempre quis morar longe, sempre quis essa experiência, mas eu sinto muita falta das pessoas que amo, sinto falta dos amigos, das coisas pra se fazer, dos lugares pra ir, das risadas, das conversas... Eu sinto falta da presença!

Terça-feira, Junho 10, 2008

dia dos S2

Já sei, já sei... Um jantar! Um jantar romântico ae no seu quarto. Prepara uma mesa bonita, umas flores, velas!!! Sabe a taça de SUPER NAMORADA que você vai dar de presente? Por que já não entrega cheeeeeia de vinho!?!? Isso, uma mesa, um jantar e vinho! Ah, um cartão! Isso, antes do jantar, ela entra no teu quarto, vê a mesa linda, arrumada, à luz de velas e você começa entregando um cartão! Ela vai amar, logo de cara! Ae você põe uma música beeem gostosa e calminha e baixinha... Que tal Sade? Delicioso isso, hein? Ae você esconde o coraçãozão de pelúcia que você comprou, embaixo das cobertas, para ela só descobrir depois... Beeem depois! Cartão, taça e o coração! Perfeito! Uma surpresa de cada vez! Ela vai ter um troço...

(PAUSA)

Ah, ah, ah! Tive uma idéia genial!!! Sabe aqueles CDs virgens pequenininhos? São charmosos demais... Então, compra um e grava nele a seleção de músicas que você pretende colocar no jantar. Escreve no CD assim ó: DIA DOS SUPER NAMORADOS! E desenha vários corações... Saca só, que genial: esse CD vai estar tocando por todo o jantar e além... No final de tudo, quando ela achar que já foi mais que o suficiente, você entrega o CD e diz que é pra ela nunca se esquecer dessa noite! AAAAAAHHHHHHHH!!!! PERFEITO!!!


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ps.: às vezes eu acho que devia ter nascido homem... pelo menos ainda sirvo pra dar conselhos pros irmãos!!!


Segunda-feira, Junho 09, 2008

e esse silêncio...

Estive longe de mim por alguns dias. Quinze dias, para ser mais precisa. E ainda não sei dizer se foi bom ou ruim... Diferente, com certeza, com sabores diferentes, ventos diferentes, até sorrisos diferentes. Amadureci quinze anos nesses dias que estive longe de mim. Quinze dias, para ser mais precisa. Tenho que admitir que foi um amadurecimento doloroso, mas gratificante. Sinto até que meus poucos fios de cabelo branco se amaram e procriaram libidinosamente em mim...

Mas cá estou eu, de volta ao que era, mas com o olhar do que se foi. É estranho rejuvenescer quinze anos mas carregar o que de lição recebi. Os atos se tornam mais pensados, as palavras saem c-u-i-d-a-d-o-s-a-m-e-n-t-e de minha boca, e por mais que apele às modernidades capilares, em minha consciência eu ainda sei que eles estão ali, os fios brancos...

Estive longe de mim por alguns dias. Quinze dias, para ser mais precisa. E esse silêncio que não se cala ainda persiste em mim...

Segunda-feira, Maio 26, 2008

desejos

Ele não parava de me agarrar, ali, na frente de todos... A vontade era tamanha que não conseguiamos sair dali, e ali mesmo nossas mãos se perdiam em nossos corpos, as bocas se chocavam loucamente enquanto fingiamos uma dança que nem de longe acompanhava o ritmo que tocava na pista. Nem os olhares curiosos, nem as gracinhas alheias, nada o fazia parar. Eu até tentava alcançar uma pequena liberdade mas... eu queria? Não mesmo, ali é onde eu queria estar, perdida naqueles braços que só sabiam me acolher... Era ali, exatamente ali que eu queria estar, mas infelizmente tudo isso só passou de um devaneio estúpido.
Enquanto eu dava cabo de uma bebida sem graça nem cor, o moreno, MEU moreno, estava no outro canto do bar, nos braços finos de uma loura aguada qualquer... É engraçado, somos tantos, espalhados por ae, e não fazemos idéia do que se passa na cabeça do outro, que está ali, pertinho, na mesa ao lado. Será que ele faz idéia que essa garota sem graça tem fantasias eróticas das mais picantes e que ele é o ator principal? Quantas naquele bar estariam pensando o mesmo? Afinal, o moreno sabe mesmo chamar a atenção com aquele olhar que me devora sem nem mesmo precisar tirar a roupa...
Garçom, mais uma bebida sem graça... E para acompanhar, mais uma dose de devaneios aventurescos para apimentar essa vida cinza... Ao menos tenho uma bela de uma imaginação, que já me levou aos quatro cantos do mundo, em histórias diversas e emocionantes, acompanhada ou não... Na maioria das vezes acompanhada. Beeeeem acompanhada!!! Mas todas com o mesmo solitário final, numa cama de casal, agarrada a um travesseiro mole e desforme... Não, garçom, não estou passando mal, só estou retendo mais um grito de agonia, dessa vida que me mata lentamente, sem piedade...
Mais uma bebida. Acho que essa será suficiente... Respiro fundo e engulo de uma só vez, deixando escorrer o último gole pelo canto direito da boca. Lascivamente passo a língua da direita para a esquerda, passando pelo lábio superior, com a boca ligeiramente aberta, e recolho minha alcóolica lágrima quase desperdiçada. Enquanto que, ao mesmo tempo, liberto o meu cabelo e balanço a cabeça para dar-lhe vida, movimento. Levanto da cadeira e desabotôo o casaco, jogando-o displicentemente na mesa, e, passo por passo, me encaminho ao centro da pista, vagarosamene levanto meus braços e deixo a música penetrar por todo o meu corpo, em lugares jamais tocados, e sinto a vibração que faz com que cada parte de mim dance livremente...

Sexta-feira, Abril 25, 2008

friends

Não que isso seja um retorno do jeito que eu imaginava, mas há alguns dias me bateu uma vontade enorme de assistir ao seriado F.R.I.E.N.D.S. Baixei a primeira temporada (sim, pois não tenho dinheiro sobrando para me dar ao luxo de comprar a série... aliás, não tenho dinheiro sobrando...) e estou me deliciando com os episódios. Hoje assisti ao segundo episódio da temporada e não me contive, tive que transcrever para este blog a conversa de abertura. Para simplificar, classifiquei as falas entre ELAS e ELES. Boa leitura!

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ELAS: O que vocês não entendem é que para nós o beijo é tão importante quanto qualquer coisa.

ELES: Ah é, ta bom! (PAUSA) Sério?!

ELAS: Sim! Tudo o que você precisa saber está no primeiro beijo. Com certeza.

ELES: Acho que para nós, o beijo é como um show de abertura. É como ter que assistir a um comediante antes do show do Pink Floyd. Não é que nós não gostamos do comediante. É que não foi para isso que nós pagamos o ingresso! O problema é que, depois do show terminar, não importa se foi maravilhoso ou não... vocês garotas querem o comediante de novo. Nós estamos no carro, no meio do tráfego basicamente tentando ficar acordados.

ELAS: Um conselho para vocês: voltem para o comediante. Senão, vão acabar sentados em casa sozinhos, tendo que se contentar em ouvir o CD.

ELES: Nós ainda estamos falando sobre sexo?

Segunda-feira, Abril 14, 2008

I'm out

Por motivos de "datas apertadas" e "muito trabalho", venho comunicar que estarei fora da net por um tempo... Espero em breve poder voltar com boas novas!!!

Até!

Sábado, Março 22, 2008

[re]invenção

Nada melhor do que escrever ao embalo de Good Time, do Counting Crows... Sim, porque eu também just wanna have a good time, just like everybody else...

Véspera da sexta santa fui ao rio visitar um amigo que está se recuperando de uma operação... E me fez tão bem ir lá. Por vários motivos, por ter saído um pouco daqui, por ter curtido, mesmo que por pouco tempo, os ares de copacabana princesinha do mar, por ter estado em boa companhia, ter tido boa conversa e ter me tranquilizado sabendo que a operação foi um sucesso!

Estar ali, inserida numa família de pai, mãe e filha [o pai é o amigo que está em recuperação], e participar de suas emoções, de suas expectativas, de sentir o unir de forças em prol de um ente querido, de sentir a fragilidade que é a vida e do curto espaço de tempo que temos para aproveitá-la, me fez refletir bastante. Me fez pensar em minha própria vida, em minhas atitudes. Eu tenho estado muito triste nos últimos meses com o meu relacionamento. Mas eu não percebi que eu deixei pequenas coisas se tornarem grandes demais. Eu estou supervalorando o que na verdade eu devia nem sequer perceber que existe... E isso tem me afastado e me deixado assim, pra baixo.

As diferenças existem sim, poxa. Afinal, cada um de nós é exatamente UM. Cada um tem seu jeito de viver, de perceber, de gostar e desgostar! Cada um gosta de um determinado tipo de comida [ou de todas elas], cada um escuta um tipo de múscia, gosta de um tipo de sabonete, cada um tem seu jeitinho de ser! E ainda bem que somos assim, porque do contrário o mundo seria indubitavelmente chato.

Eu acredito que tenha acordado a tempo de meus devaneios e que ainda há tempo de reverter essa tristezinha. Hoje estou feliz por ter esperança! Fui ao rio e voltei com uma nova arma: a reinvenção! Eu pretendo reinventar a minha história com o meu namorado! Estou interessada nele como ele é. Quero estudá-lo, experimentá-lo [hummmmm] e decifrá-lo. Mas não quero quebrar todos os códigos, porque gosto de surpresas! Quero aprender com ele jeitos novos de viver, sabores novos, meios de diversão! E também quero ensiná-lo a me ler! Quero que ele saiba me interpretar, com todos os mistérios que só a mulher pode ter. Quero que ele goste de me decifrar e que se interesse por mim, mesmo estando de mal-humor.

E espero que assim, de passo-a-passo, possamos crescer juntos e escrever um bela história!

Terça-feira, Março 18, 2008

Citações de citações...

Como a vida é engraçada. Acabo de abrir um livro técnico para ler, que explica o funcionamento de uma linguagem de programação, e eis que encontro uma citação de outro livro, que achei interessante. Não o livro, e sim a citação. E por isso transcrevo-a aqui:

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... e você, Marcus, você me deu muitas coisas; agora devo dar a você este bom conselho. Seja muitas pessoas. Esqueça o jogo de ser sempre Marcus Cocoza. Você tem se preocupado demais com Marcus Cocoza. Tanto que você tem sido realmente seu escravo e prisioneiro. Você não tem feito nada sem primeiro considerar como isto poderia afetar a felicidade e o prestígio de Marcus Cocoza. Você sempre teve muito receio de que Marcus pudesse fazer uma coisa estúpida ou ficasse aborrecido. O que isto realmente teria importado? Em todo o mundo pessoas estão fazendo coisas estúpidas... Eu gostaria que você não levasse as coisas tão a sério, que seu pequeno coração voltasse a ser leve. Você deve, a partir de agora, ser mais do que um, muitas pessoas, tantas quantas você possa imaginar...

[Karen Blixen, "The Dreamers"]
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Olha que minha imaginação é fértil...

Sábado, Fevereiro 23, 2008

...


Até onde nossa pretensão vai nos levar? Até onde achamos que nosso orgulho vai aguentar? Nossa arrogância nos elevou a um patamar ilusório tão alto que não enxergamos onde pisamos. Esse gigantismo o qual achamos pertencer nos faz olhar cada vez mais longe, o mais longe que a vista possa alcançar, e esquecemos que o longe nem sempre direciona-se para frente... Que o longe nem sempre tem a ver com o espaço. E que distância e solidão são parceiras inseparáveis. Sorte daqueles que fazem da união o elemento indispensável a sobrevivência. Que mesmo sendo esquecidos e esmagados pelos gigantes ambiciosos, continuam sua luta a erguer-se de pouco a pouco, entre pedras, debaixo de chuva, ao soprar dos ventos... Nunca esmerecendo, nunca se deixando abater.

Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

BOCA NO TROMBONE 60

recebi por e-mail e achei que seria bom divulgar.

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BOCA NO TROMBONE 60 - 12/02/2008
O BLOG-MAIL DO IVO FONTAN

ESTE É UM PAÍS MUITO SÉRIO!
Há poucos dias, retornando de uma viagem longa de carro, parei em um hotel na margem da BR262 para pernoitar. Como de costume, no jantar pedi uma cerveja, pois não iria mais dirigir aquela noite.
- "Só temos sem álcool". Informou a garçonete, explicando que já estava em vigor a "lei seca" nos estabelecimentos de beira de estrada.
Poderia simplesmente ter me dirigido a uma "birosquinha" próxima, fora da chamada "margem" da rodovia e ter tomado quantas cervejas eu bem entendesse, como, certamente, farão os irresponsáveis que tem por hábito beber enquanto dirigem. Não o fiz. Fui dormir. Não sem antes conjecturar a respeito das razões que levaram nossas zelosas "autoridades" a tomar esta decisão, e suas consequências.
Tenho que me curvar à incrível capacidade que tem os nossos governantes de criar "cortinas de fumaça" para esconder o enorme flagelo que corrói este enorme, lindo e rico país: Eles próprios!
Vejam que primor. Começa-se com uma superexposição de casos trágicos em que jovens, crianças, famílias, são vítimas fatais de acidentes horríveis causados por consumo excessivo de álcool (observem há quanto tempo a "grande imprensa" vêm pautando este tipo de tragédia). Seguem-se as divulgações de estatísticas (?!) oficiais em que o consumo de álcool aparece como a principal causa de acidentes na estrada!
Duvido!
Sou um razoável conhecedor de estradas. Já rodei pelas cinco regiões do país. Me atrevo a afirmar que, dadas as condições de manutenção (criminosa) da maioria delas, associada ao gravíssimo problema do transporte de cargas (caminhoneiros rodando "rebitados" e além dos próprios limites para cumprir prazos e ganhar "um pouquinho a mais"), além da enorme quantidade de veículos (de todos os tipos e portes) transitando sem mínimas condições de segurança, NÃO É VERDADE que o consumo de álcool seja o principal responsável por acidentes. Isso pode até ser, nas cidades ou nas imediações delas. Nas estradas como um todo NÃO.
Mas se você é do tipo que acredita em estatísticas oficiais, pois bem, que seja. Por que então não se consegue, pura e simplesmente, se fazer cumprir a lei? É proibido dirigir alcoolizado!
Por que, no Brasil, o motorista só se submete ao teste do "bafômetro" SE QUISER? Em nome de um preceito legal anacrônico e descabido que diz que "ninguém pode ser obrigado a se auto-incriminar" ?!
Se a situação é tão grave que justifica uma decisão radical e arbitrária como a "lei seca" (concordo com a restrição em lojas de postos de gasolina, que fique claro), porque não é grave o suficiente para a obrigatoriedade do bafômetro?
Bom, parece que tô sozinho nessa. Tenho que admitir: Eles criam o factóide com tal competência que levam a opinião pública a acreditar e concordar que, de fato, "eles estão muito preocupados com a vida e a segurança do povo".
Só digo uma coisa (algumas coisas, na verdade). Anotem aí:
1 - Vai "chover" liminar. Já começou;
2 - Vai "quebrar" muita empresa. Sobretudo restaurantes e hotéis;
3 - Os "pinguços" continuarão morrendo e matando, pois vão beber nos bares fora das margens das rodovias; e/ou...
4 - Vai "fervilhar" o comércio clandestino e ambulante de cervejinhas nas estradas, sem nenhuma restrição, pois, como sabemos, neste seríssimo país só é fiscalizado, punido e achacado, quem é legalizado!

Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Música: A falta que a falta faz

Jay Vaquer - A Falta Que A Falta Faz
[Jay Vaquer]
outra vez, as coisas ficam fora do lugar
quando então, começo a me sentir em casa...

e se o desejo é uma desordem
um "mãos ao alto, fique onde está!"
sem alarde me recolho,
escolho me calar

e nada vai desmerecer tudo que ainda somos
toda certeza que supomos
mas a vida lá fora
tá chamando agora
e não demora!
quem dá mais?
na falta que a falta faz

outra vez, meus olhos devem me denunciar
como não reparo no que me atrasa?

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Foi-se Janeiro!

Talvez esse seja meu último post de Janeiro. Nossa, e como passou rápido, não acham? 2008 já se faz presente e com um mês a menos... Isso [às vezes] me assusta! O tempo tem passado realmente depressa, como se tivesse medo de perder o trem... hehehehe

Então, amanhã estou de partida para minha cidade. Vou passar o carnaval por lá, com a família e com os amigos. Mas nem tenho planos para festivas não. Eu quero mais é aproveitar o tempo para descansar e terminar alguns trabalhinhos pendentes... Logo depois estou de volta para dar início à tal sonhada Tese de Mestrado!!! Isso assusta também! Mas é com o que eu sonhava e é o que tem me motivado a seguir! Cada dia que passa eu percebo o quanto a área acadêmica me motiva, o quanto curto fazer parte de tudo isso aqui! Se tudo correr bem, meus próximos passos são o Doutorado, o Pos-Doc e, quem sabe, passar prum concurso aqui no LNCC!!! Seria demais! Opa, já estou aqui sonhando aaaaaalto! Deixa aterrisar!!

É isso ae! Amanhã é dia perdido, horas e horas em viagem! Para os que ficam [ou os que têm outros destinos] aquele carnaval maravilhoso, com tudo de bom, muito descanso e curtição! Nos vemos em alguns dias!!!

ps.: preciso ir pra casa arrumar a mala e guardar estrategicamente a minha BARRA DE CHOCOLATE BRANCO DO OPERETA que comprei para essa viagem!!! DELICIA!!!

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

sério problema de memória

então, eu sempre soube que tenho um sério problema de memória, mas até então ele nunca me incomodou. também não é nada assim tão grave. estou falando de uma dificuldade de armazenar informação. acredito até que isto é comum, não é nada raro ou seletivo. enfim... eu sempre fui dessas que precisa andar com um bloquinho para anotar de um tudo: os afazeres diários, os compromissos, os telefones, essas coisas... não confio na minha memória porque sempre me pregou peças. já tive época de precisar anotar tudo que estava agendado para se fazer no dia seguinte. quando as coisas são diárias, como horário de remédio, ae não preciso anotar não, que o hábito o torna natural. mas do resto, tudo eu anoto!

entretanto, após um ano de mestrado, tenho percebido que esse problema tem me atrapalhado muito. o mestrado é um nível de conhecimento em que se exige muito esforço e dedicação do mestrando, pois ele passa a trabalhar com diversos assuntos, muitos dos quais lhe é desconhecido ou não trivial. dessa forma, se não tivermos disciplina, a gente acaba divergindo do objetivo. que é o que tem acontecido com frequencia comigo. com relação a esse problema de memória, como tenho dificuldade de armazenar as informações e, como tenho aprendido muita coisa nova em pouco tempo, tenho percebido que estou sendo lenta demais nos estudos, uma vez que, volta e meia, preciso reler o que já foi lido, para continuar caminhando. não teve jeito, tive que adotar o jeito bloquinho de ser até no mestrado. agora tenho bloquinho pra tudo e sempre que me deparo com informação importante, lá estou eu anotando!!! o que até tem sido uma boa solução, pois sempre que pinta uma dúvida tenho uma fonte rápida para buscar informações.

mas sei lá, isso tem me deixado meio pra baixo. uma vez li em algum lugar que só fica o que significa. e isso faz sentido pra mim. se o que está sendo lido faz sentido, entra pro banco de conhecimento do sujeito. agora, se não foi bem compreendido, aquilo é descartado numa boa. acho que tenho descartado muita coisa... e isso me faz sentir mal. a impressão que tenho é que não tenho tido capacidade de assimilar. ae me esforço, leio daqui, leio dali, e outra vez lá estou eu assimilando quase nada de um monte de coisa... sei lá, às vezes acho que isso tudo não é pra mim e que eu devia buscar algo que eu fosse mesmo capaz de fazer... é isso, tenho me sentido incapaz!

agora não sei se isso é uma questão de momento, ou se preciso buscar ajuda!

Sábado, Janeiro 26, 2008

estrelas

Ela queria ser astronauta. Em seus 10 anos de vida tudo o que chamava sua atenção eram as estrelas... Engraçado, ela mal sabia como viviam os astronautas, o que estudavam, quanto ganhavam e do que teriam que abrir mão por suas carreiras... Em sua cabeça isso não importava. Só o que importava era poder estar lá, pertinho das estrelas. Será que dava para segurar nelas? Será que elas seriam quente ou fria? Será que, assim, meio que sem ninguém perceber, daria para roubar uma para guardar na agenda??? Ou cada estrela era estrategicamente posicionada no céu, de modo a enfeitar e iluminar nossas noites? Faria falta essa única estrela roubada? Mas ela sabia, sempre soube, que a verdadeira dúvida não eram essas... Ela sabia, mesmo tendo somente 10 anos, que uma vez lá, pertinho das estrelas, ela não voltaria mais. E, por isso, não haveria agenda alguma por que guardar uma estrela... Até porque, ninguém sentiria falta de uma estrela... Mas, e dela? Será que faria falta a alguém? E será que ela realmente se preocupava com isso?

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Divulgação

sequência de imagens que achei num blog de uns amigos e que decidi divulgar também!!!








Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

quando nã há o que se escrever

Em algumas horas se completarão 23 dias do novo ano! E até agora só um pobre e clichê post... [com esse, dois] Desde que retornei a Petrópolis tenho dedicado meu tempo aos estudos e trabalhos pendentes. Apesar da conturbada virada de ano, não tive muito mais do que falar... Claro, não fiz um post dedicado aos meus 2 anos de namoro, que foi no dia 15 pro 16... Mas talvez não o tenha feito porque acabei exigindo demais do meu namorado e nossa comemoração acabou saindo meio forçada demais... Enfim, é a vida... Mas pelo menos ganhei um lindo buquê de rosas e um hipopótamo roxo de pelúcia!

Ando sem disposição para escrever. Na verdade sinto que estou deixando muita coisa pra trás, que estou deixando passar momentos que não deveria... Estou precisando meditar e tomar certas decisões que vim adiando há muito!


Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Virada de ano!

E mais um ano se inicia. Às vezes não sei se isso é bom ou ruim... No entanto, tenho motivos maravilhosos para gostar de ver a vida assim, caminhando! As festas de fim de ano foram péssimas, com muitas brigas e confusões em família! Foi bom pra firmar ainda mais o amor que sinto pelo Neto. Passamos as festas separados, eu com a minha família e ele com a dele.


Ontem retornei a Petrópolis e estou renovada, como toda boa virada de ano me proporciona! Projetos novos, impulsos novos! Esse ano quero render muito, produzir muito e aprender mais ainda! Quero amar como nunca amei e me sentir querida e desejada! Quero sorrir e viver tudo o que puder! Quero firmar amizades e fazer novas! Quero emagrecer bastante mas continuar comendo doce! Quero cuidar muito de mim mesma!


Quanto a família, eu só espero que eles se entendam e percebam o quanto estão perdendo brigando desse jeito... Espero que tenham tempo de fazer o que é certo e que possam aproveitar tudo de bom que há! Pois eu cansei de brigar junto e levar porrada... Cansei de chorar por nada! De que vale o esforço se não há valorização? Eu estou aqui pro que for preciso, mas tenho muito o que fazer enquanto não querem ajuda!


Enfim, FELIZ NONOVO pra todos!

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

ida a campos...



Nossa, faz um tempinho que não passo por aqui, mas minhas semanas têm sido corridas... Fim de ano é sempre assim, não? Fim-de-semana passado eu e o Neto fomos para Campos, para diversas obrigações!!! Na sexta-feira enfim foi minha colação de grau no CEFET Campos. Já nem esperava que fosse acontecer, mas aconteceu! Na foto ao lado está Alan, Eu e Ana Paula, todos nós usando babador!!! heheheheheh A colação foi normal como qualquer colação: muita falação, muita demora e uma vontade enorme de sair dali pra matar a fome... Hehehehe Ao final saímos todos para comemorar este momento tão esperado!


Mesmo tendo tido colação e comemorações na sexta à noite, sábado às 7 da matina a garota aqui já estava de pé, rumo ao salão de beleza! Afinal, eu e meu amor fomos convidados para sermos madrinha e padrinho do casamento da Carla, uma grande amiga que fez ensino médio comigo. E o casamento estava marcado para às 10h da manhã!!! Por isso estava tão cedo no salão de beleza!!! Sabe o Alan e a Ana Paula, da colação? Eles também foram padrinho e madrinha do casamento!!! hehehe Foi uma experiência ótima! Eu sempre brinco que quem convida a gente para ser madrinha de casamento é porque tem alguma raiva de nós... Porque mais parece um castigo, ter de ficar em pé, tanto tempo, toda arrumada e tal... Mas, nossa, foi emocionante demais poder participar deste momento na vida da Carlinha e saber que, de alguma forma, eu tive participação no evento! Fiquei emocionada! Sem contar que, entrar na igreja de braços dados com meu Neto todo arrumadão foi MARAVILHOSO!!!

No sábado à noite aproveitei para curtir minha família, meus sobrinhos e visitar Aline, uma grande amiga!!! Domingo de manhã, você acha que teve descanso??? Teve nada, lá estava eu sendo sacudida pelo Neto para irmos a mais um churrasco da turma da faculdade! Que delícia! Essa turma é demais! Nos formamos ano passado, em Agosto, mas desde então buscamos sempre fazer churrasco e encontros, para colocarmos as fofocas em dia!!! É uma turma fantástica, de pessoas estudiosas e que estão ganhando espaço no mundo! O domingo foi super gostoso, com direito a máquina de dança e mesa de totó!!! Ah, claro, muito churrasco e banho de piscina!!!

Nossa, tenho que admitir que quase não voltei pra Petrópolis desta vez... Já estou em clima de fim de ano e não vejo a hora de ficar em casa, arrumando as festivas e curtindo a família! Mas, quer queira quer não, ainda me restam três semanas de muito estudo! É deixar de lado a saudade e produzir bastante para poder curtir bem os dias de descanso que estão por vir!

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Fwd:

Recebi esse email encaminhado certa vez e não sei dizer se é de fato do autor que disseram que é... De qualquer forma, vale a pena ler:


No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade nasculina e silicone para as mulheres, do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem. [Dráuzio Varella]

Terça-feira, Novembro 20, 2007

Feriadão em Nikit

Opa, opa. Estamos de volta! Nossa, até que esse feriadão veio em hora certa! É bom para repor as energias. Aproveitamos que meus cunhados vieram à Niterói prestar vestibular e, eu e meu namorado, partimos pra lá também. Assim ele matou saudades da família!!! Foi bom, coloquei as fofocas em dia e descansei bastante. Aproveitei e coloquei a leitura em dia também, pois a Tia Maru tem tara por literatura!!! Nesse fim-de-semana li A casa dos budas ditosos, do João Ubaldo Ribeiro, e Veronika Decide Morrer, de Paulo Coelho. [comentários sobre os livros encontra-se em Pipoca e Guarana]. Sem contar que fechamos com chave de ouro com um belo de um churrasco no domingo!!! Ah, família, adoro! Já estamos de volta a Petrópolis, mas admito que estou em ritmo de festas de fim de ano! Saudades!!!

Terça-feira, Novembro 13, 2007

estacionário

É assim que tenho sentido minha vida "virtual". Sabe, todos os dias eu dedico uns bons 20 minutos para olhar todos os meus e-mails, conta de orkut, fotolog, blogs, em busca de algum contato imediato... e nada. Sei lá, estou me sentindo esquecida. Pelo menos consegui ensinar minha mãe a usar o msn e tenho tido altas conversas com ela todas as tardes... Mas fora isso, ninguém dá notícias, entra em contato, nada...

To carente... carente dos amigos... caramba, sabe o que é você vir correndo para se conectar no msn e encontrar todos, TODOS, no estado OCUPADO...? triste demais isso, sô...

blog mania

Nossa, estava um bom tempo longe do meu blog. Mas agora que tenho postado com frequencia, acabei ficando com vontade de sair por ae fazendo blog sobre tudo! heheheh Mas, como meu tempo ainda está bem preenchido [graças a Deus], por enquanto estou mantendo três blogs. Um deles é este aqui, o meu pessoal!!! Os outros dois são motivos deste post.

Então lá vamos nós pra divulgação.

Confiar e Esperar é um blog dedicado às poesias! De tempos em tempos eu coloco no ar algum poema interessante, motivador, intrigante, enfim. Aceito sugestões de poesias para postar!

Pipoca e Guarana é meu mais recente blog, destinado a registrar os filmes que tenho visto. Como não ando com muito tempo livre, os filmes que estão lá foram filmes q vi na TV aberta. hehehehe Mas espero com o tempo ir fazendo um registro do que eu ando vendo, lendo, enfim...

Divirtam-se!

Segunda-feira, Novembro 12, 2007

exílio

Já estou há 11 meses morando longe de casa. No início tudo era novidade, a cidade, as pessoas, os estudos. Mas eu achava que em pouco tempo eu me acostumaria com a situação. Ledo engano. Apesar de quase 1 ano nessa, todos os dias eu me levanto da cama e levo algum tempo para ajustar a cabeça. Ainda me espanto de estar longe, numa casa diferente, numa vida diferente. Entretanto, o que mais me assusta é quando retorno a minha cidade, pra casa dos meus pais, e percebo que também me sinto diferente lá. É como se eu não pertencesse nem lá nem cá. É uma sensação de liberdade, de desapego, um tanto estranha. Ontem, perambulando pelos orkuts dos amigos, deparei-me com a conta do Carioca, um grande amigo que foi estudar na minha cidade e lá mora desde então. Decidi perguntar a ele se isso que sinto é normal, se ele sentiu o mesmo e se dava pra se acostumar com o tempo... Não sei se a resposta era exatamente o que eu queria ler, mas foi esclarecedora. Por isso decidi postá-la aqui! Lá vai:

Sabe Sicilia, isso é o exílio, não pertencemos onde estamos e nem somos mais de onde viemos... pode parecer estranho, mas isso é bom, não deixa a gente se acomodar, faz com que sejamos críticos com as coisas e conosco mesmos... Ou seja, acho que isso responde um pouco sua pergunta sobre se dá pra se acostumar, a gente nunca acostuma...Eu gosto dessa idéia de exílio (recomendo um autor que fala bem sobre isso, Edward W. Said - Referências do Intelectual - e nessa idéia de exílio q é completamente diferente da idéia comum de que o enxerga como um corte total, um isolamento, uma separação desesperada do lugar de origem. Se fosse assim, um corte definitivo, seria muito mais cômodo, mas não estaríamos inquietos e a inquietude nos faz criar, é a partir da dor, da solidão, e principalmente do fato de sempre estarmos incomodados que nos faz sermos críticos, não acomodados, criadores, e muitas outras coisas... Sabe, eu sei exatamente como é esse sentimento que vc me descreve, esse estranhamento... E eu nunca me acostumei, já fazem dez anos que eu estou em campos, (sem contar os anos q moro só antes de vir pra campos) e o sentimento é o mesmo, nunca estou cá e nem lá... E o que me consola (consola não, o que me motiva) é pensar nesse estranhamento como sendo esse conceito de exílio... nem cá, nem lá... (adorei a pergunta rs... vamos, qualquer hora dessas conversar sobre isso numa mesa de bar heheh) Força minha amiga... saudades!

Domingo, Novembro 11, 2007

roupas novas

Eita, bem que já era tempo, nao? Há mais de dois anos eu fiz a redução de estômago e desde então estou prometendo a mim mesma renovar o guarda-roupa. De lá pra cá muitas coisas aconteceram e nunca que eu cumpria a promessa. Enfim, esse fim-de-semana dei meu primeiro passo. Fui às compras aqui em Petrópolis. É claro que uma das coisas que me impede de renovar todo o meu guarda-roupa é grana. Vivo de bolsa e existem outras prioridades além de estar bem vestida. Mas já estava ficando sem opção, com as calças largas, blusas feias, nada combinando! Foi bom demais andar por toda a rua tereza [local onde se compra muita roupa em conta aqui em petrópolis], mas admito que no fim do dia estava um caco, com dores nas pernas e nos ombros... É gostoso comprar roupas novas, eu me sinto bem! Estou pensando em me permitir comprar roupas todo mês, pois assim eu posso ir comprando aos poucos e em breve renovo o guarda-roupa como prometido!

É louco demais esse lance de emagrecer muito em pouco tempo, porque tudo parece que não serve mais. As roupas ficam larguíssimas, até mesmo os sapatos. Minha sorte é que como toda boa gorda, eu sempre tinha aquelas peças no armário que ficavam esperando eu emagrecer para serem usadas. Foram elas que me vestiram até então!!! O problema é o psicológico. Apesar de ter emagrecido bem, eu ainda continuo com manias de usar roupas bem largas. Quando visto uma blusa mais justa e curta, me sinto estranha. Preciso me acostumar com meu novo eu!!!

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

vontade...

caramba, acabei de dar um passeio pelos blogs que tenho lido frequentemente. foi bom, muitos posts novos. aproveite para comentar em todos! ae foi dando aquela vontadezinha de escrever, sabe. aquela coceira nos dedos... vontade é um troço legal. podia ser vendido nas bancas. sim, bancas que são legais. farmácia não, tem um astral meio baixo. mas banca é um lugar maneiro de se comprar coisas. imagina, um jornal, uma revista e um potinho de vontade! o mais interessante da vontade é que ela traz um ânimo né, uma excitação!!! sei lá, eu curto... se bem que tem vontades que são ruins. não diria ruins, mas atrapalham um pouco. por exemplo, estou aqui escrevendo mas morrendo de vontade de fazer xixi... então é isso! tem vontade que não podemos contrariar!


FUI!

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

quando a felicidade nos sorri



"Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade."


Acredito que nem preciso dizer muito, pois digo o tempo inteiro! Mas, nossa, é bom demais quando estamos com alguém assim que nos faz tão bem! Eu sempre me senti uma pessoa feliz, com uma família maravilhosa, com amigos ótimos, e não acreditava que um amor poderia me acrescentar mais. Depois de 1 ano e 9 meses de namoro eu já estou careca de saber que um amor acrescenta tudo na vida do sujeito!!! A vida fica colorida, divertida demais.

Enfim, estou derramando clichês neste blog pois domingo próximo será mais um aniversário desse cara ae que eu amo demais! Um cara que me conquistou pelo seu jeito carinhoso de ser, pelo cuidado que ele sente pela família, pela amizade fidelíssima e, claro, lógico, evidente, por essa barba que eu amo!!! Está sendo bom demais viver ao seu lado!

Amor, queria muito poder lhe dar todas as coisas que gosta, queria te levar pra viagens inesquecíveis e tornar todo dia um ótimo dia. Queria ser linda como as garotas da TV e te encher de orgulho por ter uma namorada assim, fenomenal! Queria saber falar de futebol e assim estar sempre pertinho de você. Queria deixar de ser chatinha como só as virginianas conseguem ser. Mas, por enquanto, eu sigo sendo eu mesma e te cobrindo de carinhos e beijinhos e otras cositas mas. E, apesar de ser o seu aniversário, saiba que o presente quem ganhou fui eu! E agradeço muito por te ter comigo!


Vamos continuar sendo felizes juntos?
TE AMO!

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

O verbo FOR

Enfim, já estou de volta a petrópolis e me recuperando bem, apesar do calor que se abate nesta cidade... Nunca pensei que seria possível sentir tanto calor na cidade imperial! De qualquer forma, estou correndo atrás do prejuízo que a operação me causou e estudando bem para não ficar com média baixa! Vida de estudante é difícil! A minha estadia para repouso em minha cidade me rendeu uma delícia descoberta da leitura das crônicas de João Ubaldo Ribeiro. Saudosa das risadas leves que me propiciaram, andei em busca de alguma crônica dele para eternizar em meu blog! Espero que gostem!!!

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O verbo FOR
[de João Ubaldo Ribeiro]

Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta -, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha de se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruibarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.

Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.

- Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra - dizia ele ao entanguido vestibulando.

- "Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.

Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

- Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

- As margens plácidas - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

- Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?

- Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...

- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.

- Esse "for" aí, que verbo é esse?

Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

- Verbo for.

- Verbo o quê?

- Verbo for.

- Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.

- Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. - Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

[in] paciência

Ainda estou na minha cidade. E, apesar do AINDA que me introduz nesse post, não estou apreensiva como deveria estar, não estou impaciente como esperava que eu estaria. Desde que fui morar longe de minha família venho aprendendo o doce significado da paciência. Que foi uma droga ter operado de uma hora para outra, isso foi; mas eu acho que as coisas têm seu momento certo para acontecer e quanto a isso estou tranquila! Tenho certeza que tem sido um momento de muito aprendizado! Entretanto, o que tem me chamado a atenção é essa paciência que se instalou em mim! Talvez faça parte do aprendizado, talvez não. Mas eu estou com uma compreensão muito grande acerca do ocorrido, entendo que a recuperação exige tempo e, acima de tudo, que as dores existem sim e tenho que entender que elas passarão! É incrível como estou tranquila, deixando minha mãe trocar meus curativos, limpar os pontos, mesmo que isso me cause dores de vez em quando. E estou mais tranquila ainda com relação a distância que se instalou entre eu e meu amor! Estamos morando juntos desde janeiro deste ano e acabei me acostumando demais com isso. Ficar longe dele por um dia que seja já é insuportável [ê exagero]. Mas entendo que logo logo estaremos grudados [não muito, pra nao doer minha cicatriz...] e aproveito este momento para curtir a minha família, meus pais, irmãos, meus sobrinhos lindos e gostosos!!!

Será que estou evoluindo??? kkk

Sábado, Outubro 20, 2007

apendicite!

Já haviam me falado que apendicite é um troço que dá e quando você menos espera está operando. Mas não podia imaginar que era assim tão rápido! Estou neste momento na minha cidade, Campos, me recuperando de uma cirurgia d emergência de apendicite. Tudo começou na terça-feira, dia 9 de outubro de 2007, à noite. Estava me preparando para dormir quando senti uma dor na região abdominal. Pensei ser prisão de ventre, pois estava com o abdomen durinho [só assim pra conseguir isso...]. Adormeci. Na quarta pela manhã as dores estavam mais fortes, mas ainda eram em toda a região abdominal. Meu namorado foi pra aula e eu fiquei em casa, curtindo as dores. Quando ele voltou, eu não estava aguentando e pedi que me levasse no hospital. Nesse momento eu já estava cogitando uma gastrite. Chegando no hospital eles me colocaram no soro e me submeteram a alguns exames. Lá pras 17 h chegaram a conclusão que eu estava com infecção urinária [que mais tarde iriamos descobrir que era por conta do apendice inflamado]. Voltei para casa medicada. Mal comi alguma coisa, tomei remédio e fui deitar. Ae que o bicho pegou. De madrugada as dores foram focalizando mais no lado direito, perto da perna. Uma dor horrível, muito forte! Às 6 da manhã eu estava chorando muito e implorando que me levassem ao hospital! Chegando lá, mais soro! Pelo exame clínico a médica disse que era apendicite! Liguei para minha mãe, pois fiquei assustada de saber que poderia operar sem te-la por perto! Um pouco depois, fiz hemograma e lá vem a médica dizendo que não era mais apendicite... [ ¬¬ ]. Lá pra hora do almoço, volta a médica correndo dizendo que era apendicite sim! ê laiá! No fim das contas, fiz uma tomografia que confirmou, apendicite sim e pronto! Mamae já havia chegado em Petropolis e, enfim, lá ia eu pra mais uma operação! Com a graça de Deus tudo correu bem! Domingo tive alta e mamae me trouxe com ela pra campos, pra que recuperasse da operação aqui, no aconchego do lar!

Terça-feira, Outubro 09, 2007

apenas vontade

Fim de tarde, início de noite, dia pouco produtivo, ar condicionado rufando, Sade no media player e a vontade, apenas a vontade de fazer absolutamente nada! ê lelê. Sabe quando a preguiça te envolve gostoso? É, acho que hoje já era. Quem sabe ir mais cedo pra casa, curtir meu namorado e esperar que esse dia se vá...

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

saudades!

Eita palavrinha danada... Nossa, estou a horas de partir e já estou morrendo de saudades! Acabo de saborear duas longas semanas de férias do mestrado. E foi muito bom!!! Nossa, foi bom demais! Está certo que pulei de algumas preocupações para outras, mas no balanço geral o sorriso está estampado e o coração apertado por ter de me afastar novamente! Uma das coisas que mais curti foi passar longos dias cuidando dos meus sobrinhos! Que delícia!!! Apesar de dar trabalho, foi bom demais me aproximar de duas criaturinhas que me enchem de orgulho! Rever a família então nem se fala! Abraços apertados, choros contidos e beijos demorados!!! Bom demais!!! Cara, e os amigos??? Revi pessoinhas que há muito não via!!! Conversas longas e nostálgicas, risadas gostosas... Disso tudo, o que é bom mesmo é olhar pra tudo isso de fora e perceber como a amizade pode ser forte, como a distância não importa e o tempo não apaga os afetos! Saber que tenho com quem contar, com quem me abrir e me apoiar, com quem me divertir horrores, me faz feliz demais e me dá forças para sempre seguir em frente!!! É verdade, a lágrima só desceu agora, enquanto cuspo essas palavras saudosistas... Mas a alegria vai ficar por muito tempo dentro de mim!!! Ah, não vejo a hora de voltar!!!

Domingo, Setembro 23, 2007

esperar de menos...

Estou lendo Eu, Robô do Isaac Asimov e recomendo. São 9 contos fantasticos sobre robôs. Acabei de ler o sétimo conto, que fala de fuga, e me identifiquei demais com a história. O interessante de todo o enredo é o fato de como os humanos trabalharam para que os robôs sentissem certas emoções, certos medos, que os próprios humanos sentem. Esse conto fala sobre as reações de fuga de determinados robôs em frente a situações de risco, assim como nós humanos fazemos. Nossa, eu sou uma fujona de marca maior, principalmente em se tratando de relações amorosas. Quando percebo que a situação não está legal, que o clima está tenso, minha primeira reação é de fugir, ao invés de encarar de frente. É mais cômodo pra mim deitar na cama e mergulhar em lamúrias de auto-punição. Não sei de onde veio isso, se já nasci assim, mas sempre acho que o problema é comigo, e uma vez sendo comigo nada mais certo do que evitar chatear outras pessoas e tratar de resolver isso comigo mesma...
Enfim, tudo isso porque ando numa confusão mental. Não sei, mas acho que espero demais das pessoas, e isso não tem sido legal pra mim mesma... Eu devia esperar nada e curtir o que viesse. Mas não consigo mudar. Sabe quando você planeja as coisas a dois mas a cara metade te surpreende com o oposto??? Por exemplo, quando você passa o dia todo agindo suas coisas de trabalho mas de 15 em 15 minutos pensando em como será ao chegar em casa, talvez tomar banho junto com teu namorado, fazer um jantar a dois e correr pra debaixo dos lençóis pra namorar por tempo indeterminado, ae quando você realmente chega em casa tudo o que vê é o cara se esparramando no sofá, ligando a TV e se esbaldando num pacote de biscoitos... Às vezes me parece que sou a única que passo o dia contando as horas para estar com aquele que amo, que passo o dia fazendo tudo certinho pensando em nao comprometer o fim-de-semana. Entende? Eu sei que é impressão, sei que homens e mulheres têm maneiras distintas de se preocupar um com o outro, e sei acima de tudo que ele me ama demais... Mas ainda assim, fica essa maldita impressão de que não faria diferença alguma se eu estivesse ali esperando ele acabar de ver TV ou não...
Eu simplesmente ODEIO TPM!!!

Segunda-feira, Setembro 03, 2007

sonho! [?]

Era mais uma noite como outra qualquer... Ela se perfumava para dormir, como sempre. Tirou a colcha da cama, sacudiu os lençois, bateu nos travesseiros, apagou a luz e se jogou soltando um risinho abafado... E dormiu. Era mais uma noite como outra qualquer... Se não fosse aquele sonho. De repente era como se ela tivesse acordado ali mesmo, em seu quarto, mas o ar cheirava a sonho, a luz tinha textura de sonho. Lá estava ela, acordada, em sua cama, enrolada em seus lençois, quando percebeu que não estava sozinha. Perto dela se aproximava ele. Mas o que ele estava fazendo ali, em seu quarto, àquela hora??? Já não importava mais, pois seus corpos já estavam colados e ela se viu presa aos movimentos das mãos dele, que passeavam por debaixo de sua camisola, que a segurava forte, que a mantinha presa. Com uma espécie de brutalidade delicada ele a beijou pelo cólo, rastejando seus lábios até seu pescoço perfumado e alcançando os lábios dela, que até então estavam paralizados, semi abertos, mas ligeiramente molhados. E ela acordou. Ali, embolada no lençol, com os cabelos bagunçados, quase despida. Ela acordou, mas ainda sentia aquelas mãos, aquele beijo, a respiação em seu pescoço...

Domingo, Setembro 02, 2007

véspera

o dia que tem o encargo de ser véspera é um dia perdido... dificilmente nos lembramos dele, pois percorremos seus minutos intermináveis com o pensamento pregado no que virá! a véspera nos deixa sempre mais nervosos, ansiosos, esperançosos [talvez]. projetamos coisas boas [ou ruins] e nos alimentamos de sentimentos de surpresas... a comida da véspera não é mais gostosa do que a que virá, nem o dia é o mais bonito! até mesmo o sono que antecede a pós-véspera não é dos melhores, mesmo tendo atravessado a barreira do tempo! ficamos mais enigmáticos na véspera, mais dengosos, carentes... e a medida que a véspera caminha, vamos ficando mais bobos... [risos]

a pergunta me veio de supetão: como está se sentindo, na véspera? não havia parado para refletir sobre isso... nervosa, talvez, ansiosa, talvez, esperançosa, talvez...

mais boba, com certeza!!!

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

mas eu amo demais!!!



Sabe quando conseguem te tirar do chão??? Meu amor faz isso, e sempre se sai bem! Nunca vi uma pessoa sempre te surpreender... Ontem ele me surpreendeu muito. Já estava falando comigo desde semana passada do PRESENTE que ele havia comprado pra mim na internet... Eu até imaginava que fosse um DVD, mas não me passou pela cabeça que ele se lembraria de uma conversa que tivemos no início do ano em que eu comentava sobre CRASH... E ele lembrou. E ontem, quando chegamos em casa, lá estava a encomenda me esperando!!! Foi por pouco, lindo, quase chorei dessa vez [de novo]. Mas fiquei muito emocionada e muuuuuuuuuito feliz mesmo com o presente e com essa sua sensibilidade, esse carinho, essa atenção toda... Assim você me acostuma muito mal!!! heheheheh Te amo de montão, meu amor!!! Obrigada mesmo!!!